O que causa a pré-eclâmpsia na gravidez? Descubra 12 motivos possíveis


Em 1 de julho de 2020 • Gravidez
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A pré-eclâmpsia é um dos problemas mais graves para uma gestante. Podendo afetar mamãe e bebê durante o período, é importante saber o que causa a pré-eclâmpsia na gravidez, bem como o tratamento mais recomendado.

Alguns dados recentes afirmam que esse problema afeta até 7% das grávidas brasileiras. E mesmo com o avanço da medicina, ainda não foi encontrado nenhuma resposta definitiva de como essa condição pode ser resolvida de uma vez por todas.

Desse modo, é importante entender algumas causas para se prevenir. Se você quer saber o que causa a pré-eclâmpsia na gravidez — com base em algumas descobertas da área da saúde —, continue lendo até o final e descubra 12 motivos possíveis.

Mas lembre-se: esse conteúdo é apenas um alerta, em caso de qualquer tipo de dúvida, procure ajuda imediata do seu obstetra. Boa leitura!

O que é e o que causa a pré-eclâmpsia na gravidez?

A pré-eclâmpsia é uma condição gestacional que causa o aumento da pressão arterial após a vigésima semana de gravidez, no segundo ou terceiro trimestres. Essa variação da pressão pode acontecer de forma lenta e constante ou, em alguns casos, de forma rápida.

Assim, temos duas situações de pré-eclâmpsia no organismo da gestante:

  • Pré-eclâmpsia moderada, onde o aumento da pressão arterial acontece aos poucos, conforme as semanas de gestação avançam;
  • Pré-eclâmpsia grave, onde acontece o aparecimento de sintomas graves que, em alguns casos, levam à hospitalização.

Independentemente do caso, as duas situações necessitam de acompanhamento médico. Mesmo no quadro mais leve, onde os sintomas podem ser discretos, é preciso cuidar para que nenhuma complicação atinja mamãe e bebê.

Sinais e sintomas da pré-eclâmpsia na gravidez: fique atenta!

Além de saber o que é pré-eclâmpsia na gravidez, é importante conhecer os sinais que indicam a presença do distúrbio. Assim, fique atenta com o aparecimento dos sintomas abaixo e procure o obstetra em caso de dúvidas:

  • Dor de cabeça constante;
  • Alterações da visão;
  • Dor na parte superior do abdome ou ombro;
  • Náusea e vômito na segunda metade da gestação;
  • Ganho de peso repentino;
  • Inchaço do rosto e das mãos;
  • Dificuldade de respiração;
  • Diminuição do volume de urina.

Importante: mesmo que apenas um dos sintomas acima apareça, é importante consultar o especialista médico para o correto diagnóstico. Assim, não espere uma combinação dos sinais listados anteriormente.

12 causas e fatores de risco da pré-eclâmpsia

Apesar da identificação da pré-eclâmpsia ser complexa, existem algumas causas e fatores de risco que ajudam no seu diagnóstico. Portanto, é importante se atentar para os motivos abaixo e fazer o acompanhamento corretamente:

  1. Ser a primeira gestação;
  2. Ser a primeira gestação com um parceiro diferente;
  3. Ter uma nova gestação com menos de 2 ou mais de 10 anos de intervalo da última gravidez;
  4. Histórico de pré-eclâmpsia na família;
  5. Presença de pré-eclâmpsia na última gestação;
  6. Ter pressão alta ou doença renal;
  7. Ter idade mais avançada para uma gestação, normalmente mais de 40 anos;
  8. Gravidez de gêmeos, trigêmeos ou múltiplos;
  9. Ter diabetes, lúpus, distúrbio de coagulação ou enxaqueca;
  10. Obesidade;
  11. Ter situações estressantes regularmente;
  12. Ter ficado grávida por Fertilização In Vitro (FIV).

Como é possível imaginar, algumas gestantes apresentam uma combinação de situações que levam à pré-eclâmpsia. Portanto, para esses motivos é necessária uma mudança de hábitos para que o problema não apareça, principalmente no quadro mais grave.

Leia também: Causas da diabetes gestacional e 6 passos para evitá-la

Dicas para prevenir a pré-eclâmpsia

Agora que você já sabe o que causa a pré-eclâmpsia na gravidez, é importante saber como ela pode ser prevenida. Para isso, é importante que o acompanhamento comece antes da gestação acontecer, assim as chances do tratamento eficiente aumentam consideravelmente.

Identificação e tratamento dos fatores de risco

Aqui, é importante tratar os fatores de risco conhecidos e que podem ajudar na presença da condição. Então, é importante considerar as seguintes ações:

  • Técnicas de respiração e relaxamento para aliviar o estresse;
  • Eliminação da maioria das fontes de estresse;
  • Adoção de hábitos saudáveis para perda de peso;
  • Ajuste da alimentação, dando foco em alimentos saudáveis;
  • Controle da enxaqueca;
  • Redução da ansiedade;
  • Evitar uma segunda gravidez antes dos 2 anos e após 10 anos da primeira gestação.

Exceto para o último passo, todas as indicações podem ser feitas como preparação para que a gravidez seja saudável e não gere nenhum tipo de risco para mamãe e bebê. Além disso, é importante buscar ajuda profissional para mais recomendações.

Já durante a gestação, a principal recomendação é fazer o acompanhamento médico constante, sempre falando com transparência sobre os sinais que surgirem, bem como os fatores de risco que possam levar para um quadro de pré-eclâmpsia.

Quais são os riscos da pré-eclâmpsia na gestação?

Para falar desse tema, separamos um vídeo muito importante para você. Nele, além de saber o que causa a pré-eclâmpsia, também é abordado quais são os riscos e por que as futuras mamães precisam ficar atentas.

Assista abaixo:

Quais são os riscos da pré-eclâmpsia na gestação? Fonte: Canal Papo de Mãe TV Cultura.

Gostou do conteúdo? Então, compartilhe o material com outras gestantes para que elas também conheçam o que causa a pré-eclâmpsia na gravidez e como esse perigoso distúrbio pode ser tratado e controlado.

Até a próxima!

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