Ansiedade e redes sociais: 4 dicas fundamentais para cuidar dessa relação


Em 15 de junho de 2020 • Saúde Mental
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Ansiedade e redes sociais: esse é um assunto que vem recebendo bastante atenção nos últimos anos, pela crescente onda de pessoas que, de alguma forma, sofrem com esse problema causado pela internet e, principalmente, os sites que conectam pessoas.

Em estudo realizado pela plataforma ICD (Indicador de Confiança Digital), aproximadamente 42% dos brasileiros revelam sinais de ansiedade e angústia com o uso da internet. É um número bem alto e que, infelizmente, tende ao crescimento com o passar do tempo.

E essa “previsão” é possível pela crescente quantidade de informação que recebemos por dia. Segundo a Open Knowledge Brasil, haverá 40 trilhões de gigabytes de dados disponíveis em 2020. Entre dados pessoais e informações, certamente é muita coisa.

Assim, esse volume de informações acaba gerando grandes consequências para a mente humana. Com um verdadeiro “bombardeio” de notícias e atualizações em tempo real, é preciso saber se policiar e evitar essa relação perigosa da ansiedade e redes sociais.

Quer saber mais? Então, confira 4 dicas para evitar as armadilhas das redes sociais que, eventualmente, irão gerar quadros de ansiedade desnecessários. Continue lendo até o final!

Afinal, redes sociais causam ansiedade?

Definitivamente, sim, redes sociais causam ansiedade. Em um estudo recente, publicado no Canadian Journal of Psychiatry, mostrou que adolescentes se sentiam mais ansiosos após utilizarem a internet ou assistirem notícias na televisão. 

A informação, nesse sentido, gerava um sentimento negativo nas pessoas analisadas, e o pior: crescia conforme o uso desses meios aumentava. Ou seja, quanto maior era o uso, mais grave era o quadro de ansiedade percebido pelos candidatos do estudo.

Além disso, alguns comportamentos podem indicar quadros de ansiedade que, muitas vezes, não são percebidos pelas pessoas. Esse comportamento é extremamente perigoso, já que o usuário não tem consciência do mal que está experimentando no seu dia a dia.

Foto por Luke Porter no Unsplash

4 dicas para cuidar da relação ansiedade e redes sociais

Antes de passar as dicas para cuidar da relação ansiedade e redes sociais, é importante mostrar o que há de errado para, só após, trazer as sugestões para reverter a situação. Portanto, conheça os principais comportamentos e como se livrar deles, logo abaixo.

1. Checar as redes sociais várias vezes no dia

O comportamento incessante de acompanhar as redes sociais pode levar para um caso grave de ansiedade. Entrar várias vezes ao dia em busca de novidades ou de curiosidade sobre a vida dos amigos conectados, em médio prazo, não faz bem para a saúde mental.

Usar o celular até momentos antes de dormir ou logo após acordar, só para acompanhar o que acontece nas redes, pode ter efeito direto na qualidade do sono e, por consequência, da produtividade do dia a dia.

Portanto, a dica para evitar a relação ansiedade e redes sociais, nesse contexto, é reduzir os momentos de conexão. Isso pode ser feito por aplicativos que limitem o tempo de uso ou adotando alguns hábitos que substituam a vontade intensa de acessar as redes.

2. Sentir medo de ficar desatualizado

O “Fear of Missing Out”, ou FoMO, é o constante medo de ficar desatualizado com algo que está acontecendo no mundo. Esse comportamento leva à constante necessidade de ficar acompanhando redes sociais em busca de notícias e novidades “importantes”.

E isso tem uma explicação: ao nos atualizarmos com uma novidade, nosso cérebro libera a serotonina, um hormônio que nos dá sensação de prazer e bem-estar após uma determinada tarefa. 

Dessa forma, o cérebro busca mais sensações de prazer e, dessa forma, desenvolvemos a necessidade de mais e mais atualizações nas redes sociais. O problema é que, nem sempre, conseguiremos atingir a expectativa criada, o que levará a quadros de ansiedade.

A dica, novamente, é se afastar das redes sociais, criar hábitos saudáveis de consumo de notícia e, principalmente, entender que não saber uma informação em primeira mão, possivelmente, não terá grande impacto na sua vida.

3. Problemas de concentração

A ansiedade e redes sociais resultam em um comportamento, para muitas pessoas, de falta de concentração e foco. Nesse sentido, os quadros de ansiedade são tão severos, que fica impossível se concentrar em uma tarefa por longos períodos.

Assim, o trabalho cada vez mais é afetado pelo atraso, a organização da casa é deixada de lado e até a relação com pessoas próximas pode ser prejudicado. Afinal, a ansiedade em utilizar as redes sociais pode dificultar a criação de laços profundos e que exigem tempo.

Se algum desses casos acontecem com você, é importante se desconectar por completo para conseguir atingir seus objetivos. Assim, coloque o celular em modo avião, desligue o WiFi e dedique um tempo para a atividade que pretende fazer.

Isso, em pouco tempo, mudará seus comportamentos e ajudará a reduzir a ansiedade causada pelas redes sociais.

4. Comparações com a vida alheia

Outro fator de ansiedade e redes sociais presente nos dias atuais é a necessidade de se comparar com terceiros. No Instagram, por exemplo, costumamos ver apenas os momentos bons dos amigos e, por isso, acabamos criando a necessidade de replicar essa vida para nós.

Viagens, carros, compras, festas e muita alegria: essas atividades que aparecem diariamente no feed das redes sociais, em algum tempo, vão criar padrões de pensamentos de que não temos uma vida boa.

No entanto, além de ser uma grande ilusão, pois nenhuma pessoa no mundo tem uma vida perfeita, acabamos adotando o hábito de evitar os sentimentos ruins, que são necessários para nosso crescimento como ser humano.

Então, é importante entender que experimentar os sentimentos ajuda em nosso amadurecimento, evita os quadros de ansiedade e, de forma geral, nos possibilita ser humanos melhores e mais completos.

Assista também:

Psicologia das emoções: A alegria e a tristeza. Canal: Psicólogo Manoel Carvalho.

Ansiedade e redes sociais: livre-se dessa relação doentia

As redes sociais, por definição, não precisam ser um grande problema em nossas vidas. Desde que utilizadas com sabedoria e consciência, é possível aproveitar seus benefícios para fortalecer relações, se atualizar e manter conexões que no passado não eram possíveis.

Então, o primeiro passo é identificar os padrões de ansiedade gerados pelas redes sociais e entender como eles impactam negativamente na sua vida. Após esse processo, certamente será mais fácil fazer as mudanças necessárias para, de uma vez por todas, acabar com esse problema que tem afetado tantas pessoas ao redor do planeta.

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